Um novo estudo da Universidade de Salzburgo revelou que sete em cada dez austríacos acreditam que o Islão não é compatível com o Ocidente.
O estudo universitário, que entrevistou 1200 pessoas, descobriu que a maioria da população está muito preocupada com o efeito que o Islão está a ter na Áustria, com 80 por cento dos entrevistados a dizer que queria que os muçulmanos fossem mais rigorosamente monitorizados.
Dos que participaram na pesquisa, 72% disseram que os muçulmanos não eram um benefício cultural para o país. Metade dos participantes disse que não se oporia a políticas que restringiriam a capacidade dos muçulmanos de praticar a religião, enquanto quase o mesmo número disse que as mesquitas na Áustria não deveriam ser toleradas.
59% dos participantes disseram que temiam que os muçulmanos que vivem na Áustria fossem terroristas.
No mês passado, a agência de inteligência doméstica austríaca, o Escritório para Proteção da Constituição (BVT), divulgou um relatório que afirmava que o terrorismo islâmico radical ainda é a questão de segurança mais urgente no país, com os combatentes do ISIS a principal preocupação.
O relatório refere ainda que pelo menos 93 “cidadãos austríacos” que deixaram o país para lutar pelo Estado Islâmico no Médio Oriente regressaram à Áustria.
Wolfgang Aschauer, o autor do estudo, afirmou que os resultados sugerem que os participantes estavam a minimizar o que ele chamou de “a complexidade do Islão”. Ele também afirmou que a maioria dos muçulmanos na Áustria está a tentar integrar-se.
O presidente da comunidade religiosa islâmica, Ümit Vural, culpa a política pela rejeição dos muçulmanos pela grande maioria dos austríacos.
No início deste ano, um médico e ex-deputado do Partido Popular Austríaco disse a uma estação de televisão austríaca que as raparigas austríacas têm de usar lenços de cabeça para evitar o assédio e a agressão nas ruas por migrantes muçulmanos do sexo masculino. Esta é uma indicação clara de que os muçulmanos não estão a assimilar a cultura austríaca, mas que os austríacos – no seu próprio país – estão a ser forçados a assimilar a cultura islâmica.
06 de Outubro de 2019
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