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Categoria: História

Para lá do 25

Nação dócil e crédula que somos, dada à novela, à simplificação e à infantilização, persistimos quase cinquenta anos depois dos acontecimentos de 1974 na repetição acrítica de mitos, presos a uma obsessão auto-vitimizadora e aterrorizados – aterrorizados num temor que é incompatível com a nossa natureza de povo livre – perante qualquer proposta racional de análise e re-interpretação do 25 de Abril e das suas consequências de longo prazo. Estes apontamentos pretendem ser exactamente o exercício de crítica serena de que o país continua a precisar, tremenda e urgentemente, sob pena de jamais vir a exorcizar os fantasmas que o prendem a um passado mitificado e lhe vedam a estrada do futuro.

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Magalhães, Porque a Verdade o Justifica

Magalhães – um dos insignes navegadores de que há memória – continua a estar no centro da polémica. É que Magalhães, talvez sem ter noção disso, foi protagonista de uma façanha que, hoje, é alvo de disputa entre dois Estados soberanos, Portugal e Espanha. E aqui, verdadeiramente, encontramos a sua importância. Nenhum Estado que abdicar de Magalhães e do feito que o viria a distinguir ao longo de todos estes séculos. E se entre os governos português e espanhol parece estar tudo solucionado, com a apresentação de uma candidatura conjunta da viagem na UNESCO, o mesmo não podemos dizer dos jornais e sítios de opinião espanhóis, que, quase no limite da paranóia, insistem em reivindicar Magalhães, em assomos nacionalistas que, devo dizer, só lamento por apenas se manifestarem do lado de lá da raia.

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