O Jornal Online Observador, fundado em 2014, por José Manuel Fernandes, Rui Ramos e António Carrapatoso, tem no seu Estatuto Editorial que “procura a verdade e subordina-se aos factos”.
Desde 2015 que o Observador faz “Fact-Checks” e a partir de 2017, juntou-se à Rede Internacional de Fact-Checking (IFCN).
A Abril de 2019, o Jornal Observador, fez uma parceria com um dos maiores censuradores da Internet, o Facebook.
O que é que isto significa? Se o Observador, na qualidade de “Fact-Checker”, determinar uma certa notícia como falsa, o Facebook irá restringir e censurar a distribuição dessa notícia.
Depois de uma notícia ser classificada como falsa, é possível “reduzir a distribuição da notícia na rede social até 80%”. Isto quer dizer, se uma notícia naturalmente chegasse a 10.000 pessoas, quando leva o rótulo de “Falsa”, passa a ser vista apenas por 2.000 pessoas.
Mesmo que os utilizadores sigam uma página, as notícias “Falsas” dessa página vão parar de aparecer no “Feed de Notícias”.
Também podemos ler nas regras do Facebook sobre “Fact-Checking” que “As Páginas e os sites que partilham continuamente notícias falsas verão a sua distribuição reduzida e a sua capacidade de publicitar eliminada.”
Isto tudo seria muito interessante e útil, se o Observador fosse verdadeiramente isento, e fizesse Verificação de Factos de uma forma correcta e rigorosa.
Mas no dia 26 de Novembro de 2019, o Observador publicou um “Fact-Checking” contra o Notícias Viriato onde diz que a notícia intitulada “Fundador da Greenpeace Afirma que as Alterações Climáticas São uma Fraude” é “Enganadora”.
Mas no dia 26 de Novembro de 2019, o Observador publicou um “Fact-Checking” contra o Notícias Viriato onde diz que a notícia intitulada “Fundador da Greenpeace Afirma que as Alterações Climáticas São uma Fraude” é “Enganadora”.
Na nossa notícia, na qual explicitamente dizemos que é uma Tradução da Notícia do Jornal Norte-Americano Breitbart, situa-se logo no primeiro parágrafo uma síntese do artigo – “O co-fundador e ex-presidente da Greenpeace, Patrick Moore, descreveu as maquinações cínicas e corruptas que alimentam a narrativa do aquecimento global e das “alterações climáticas” numa entrevista.”
O título da notícia do Breitbart é “Greenpeace Founder: Global Warming Hoax Pushed by Corrupt Scientists ‘Hooked on Government Grants”.
Na entrevista, Patrick Moore diz que “Os cientistas são corrompidos por políticos e burocratas empenhados no avanço da narrativa das “alterações climáticas”, com o fim de centralizar ainda mais o poder político e o controlo”.
O Observador, na sua contínua promoção da agenda climática, tinha que engendrar algo para tentar descredibilizar as declarações de Patrick Moore.
O “Fact-Check” da autoria da jornalista Cátia Bruno, confirma que todas as declarações e frases que o Notícias Viriato tem na sua notícia são verídicas e rigorosas.
A jornalista foca-se na questão de “Quem é Patrick Moore?” e se ele é verdadeiramente um dos co-fundadores.
“Não é a primeira vez que Patrick Moore é apresentado como fundador da Greenpeace e que as suas opiniões controversas sobre as alterações climáticas são partilhadas pelo próprio — aliás, é ele mesmo que se identifica como “co-fundador” da organização na sua página de Twitter.”, lê-se na “verificação” de factos.
“Em março, numa entrevista à cadeia de televisão Fox News, afirmou que a “crise climática” é “não só fake news, mas também fake science [ciência falsa]” e que o dióxido de carbono é “o principal tijolo de toda a vida” […] A organização, contudo, fez questão de reagir após a entrevista à Fox News, distaciando-se [sic] de Moore e recusando classificá-lo como fundador da Greenpeace. “Embora o senhor Moore tenha tido um papel importante na Greenpeace Canadá durante vários anos, não a fundou. Phil Cote, Irving Stowe e Jim Bohlen fundaram a Greenpeace em 1970”, diz a própria organização num esclarecimento emitido em março de 2019.”
Continua-se a ler: “Por outro lado, como aponta o site Snopes, o processo de formação da Greenpeace foi orgânico e complexo, havendo muita gente que se identifica como co-fundador e que não é reconhecido como tal pela organização. “Há uma antiga piada que diz que em qualquer bar em Vancouver (Canadá) pode-se sentar ao lado de um fundador da Greenpeace”, dizia um antigo artigo que constou do site da Greenpeace onde Moore é identificado como fundador do Don’t Make a Wave Committe, precursor da Greenpeace.”
Continua-se a ler: “Por outro lado, como aponta o site Snopes, o processo de formação da Greenpeace foi orgânico e complexo, havendo muita gente que se identifica como co-fundador e que não é reconhecido como tal pela organização. “Há uma antiga piada que diz que em qualquer bar em Vancouver (Canadá) pode-se sentar ao lado de um fundador da Greenpeace”, dizia um antigo artigo que constou do site da Greenpeace onde Moore é identificado como fundador do Don’t Make a Wave Committe, precursor da Greenpeace.”
Então vamos por partes:
– Patrick Moore identifica-se como “co-fundador” da Greenpeace;
– A Greenpeace, depois de Moore começar a ter opiniões cépticas em relação às origens das alterações climáticas, recusou classificá-lo como “co-fundador”;
– O Observador admite que “o processo de formação da Greenpeace foi orgânico e complexo, havendo muita gente que se identifica como co-fundador” e que Moore foi identificado como fundador de uma associação precursora da Greenpeace.
Qual é a conclusão a que o Observador precipitadamente chega?
“As declarações de Patrick Moore são absolutamente verdadeiras e consistentes com aquele que tem sido o seu pensamento e posicionamento público face às alterações climáticas ao longo dos últimos 30 anos. Contudo, há divergências sobre o facto de ser ou não fundador da Greenpeace, já que a organização não o reconhece como tal. Para além disso, saiu em rutura e está afastado da organização ambientalista há décadas, factos que o artigo do Notícias Viriato não explica. Ou seja, falta dar contexto aos leitores sobre quem é Patrick Moore e qual o seu percurso de vida face ao tema das alterações climáticas, já que identificá-lo apenas como “co-fundador” da Greenpeace e seu antigo presidente é incompleto.”
O Observador na sua conclusão determina que o artigo é incompleto por não explicar a vida e carreira de Patrick Moore. E por isso, dá uma classificação de “Enganador”.
Vamos lá ver, mas quem é que determina a Linha Editorial e os Critérios Jornalísticos do Jornal Online Notícias Viriato? É o Observador? Ou é o Notícias Viriato?
O facto de um jornal fazer artigos caluniosos contra outro, não seria novidade nenhuma nem nos preocuparia muito. A gravidade do problema, é que devido a este “Fact-Check”, a capacidade do Notícias Viriato chegar aos seus leitores é substancialmente reduzida.
Este artigo sobre o co-fundador da Greenpeace terá uma redução de visibilidade de 80% e todas as próximas publicações que fizermos serão restringidas e censuradas, tal como podem ver no aviso que o Facebook nos enviou no dia 3 de Dezembro de 2019, dizendo que estamos a partilhar “Fake News” e a cometer uma “Violação” das regras da rede social.
“Para combater a publicação de notícias falsas, o Facebook reduz a visibilidade de conteúdos enganadores e, em simultâneo, mostra outras denúncias relacionadas com o mesmo assunto.
As Páginas e os sites que estiverem constantemente a publicar ou a partilhar notícias falsas vão ter menos visibilidade, vão perder a capacidade de monetizar e publicar anúncios, e vão perder a capacidade de se registarem como Páginas de notícias.”
O Observador e o Polígrafo são os dois jornais Portugueses que têm parceria de “Fact-Checking” com o Facebook e a capacidade de declarar uma notícia como “verdadeira” ou “falsa”.
Assim, estes jornais têm um poder enorme sobre a publicação, difusão e partilha de notícias na rede social mais utilizada em Portugal.
Têm a capacidade de restringir e censurar notícias que rotulam como “falsas” ou “enganadoras”.
Conseguem moldar opiniões e impedir a livre partilha de informação na Internet.
Isto é um grave atentado à Liberdade de Expressão e à Liberdade de Imprensa.
O Notícias Viriato, como é um Jornal Verdadeiramente Livre e Independente, que não é financiado nem tem ligações a quaisquer grupos, associações, movimentos, partidos, empresas, bancos ou grupos de interesses, necessita para a sua sobrevivência a Internet e as Redes Sociais.
Se nos restringirem virtualmente, o público a que conseguimos alcançar é significativamente reduzido e o Projecto de Informação Livre que é o Notícias Viriato é posto em causa.
Espero que isto sirva de alerta a todos os leitores para terem noção da escala da censura praticada nos dias de hoje.
António Abreu
4 de Dezembro de 2019