A polémica estalou Quinta-Feira, dia 12, após o que se passou na Assembleia da República, em que o seu Presidente, nomeado pelo Partido Socialista, Eduardo Ferro Rodrigues, quebra o protocolo de isenção a que a sua função exige, para tentar intimidar o deputado do CHEGA, André Ventura.
Ferro Rodrigues, conhecido por várias polémicas ao longo da sua vida política, nomeadamente no processo de pedofilia da casa Pia, em que a principal vítima tinha garantido no processo que a porta de uma casa, em Vila Viçosa, lhe foi aberta pelo actual presidente da Assembleia da República, ofendeu-se facilmente após o deputado do CHEGA ter usado a palavra ‘vergonha’.
O presidente da Assembleia da Republica, facilmente ofendido disse: “O senhor deputado utiliza a palavra vergonha e vergonhoso com demasiada facilidade, o que ofende muitas vezes todo o parlamento e ofende-o a si também”.

Tal e qual que nem uma creche, muitas palmas da bancada Socialista foram ouvidas, enquanto André Ventura pede a defesa da honra, dizendo que “um deputado utiliza as expressões que entender legítimas no contexto que entender legítimo da liberdade de expressão que lhe é atribuída pela constituição e pelo Parlamento”.
Ferro Rodrigues impede a defesa de honra de André Ventura e quebra o protocolo de isenção que exige a sua função para dizer que “não há liberdade de expressão quando se ultrapassa a liberdade de expressão dos outros que é aquilo que o senhor faz na maior parte do tempo que intervém”. Ventura continuou com a expressão a dizer que “é uma vergonha” aquilo que está a acontecer.
Ironicamente, Ferro Rodrigues é conhecido também por não se saber conter no que toca a descrever a sua oposição. Quando é para distribuir subsídios a torto e a direito, utilizou também a palavra “vergonha”, para criticar a alegada desigualdade entre pessoas que perderam o rendimento social de inserção, ainda durante o executivo de Pedro Passos Coelho. A linguagem obscena usada por esta figura do sistema no entanto piora e escala. Novamente, nas alegações do processo da Casa Pia em que o mesmo esteve envolvido, disse que os magistrados que investigavam a rede de pedofilia “eram uns merdas”, numa das muitas conversas escutadas pela PJ.
Independentemente das hipocrisias e ‘double standards’ do presidente da Assembleia da República, André Ventura decidiu já levar o caso ao presidente da República, pedindo uma audiência urgente a Marcelo Rebelo de Sousa.
“Os factos que hoje ocorreram nesta casa são de uma tremenda e extraordinária gravidade. Além de o Presidente da Assembleia da República, a segunda figura do Estado português, ter mandado calar um deputado eleito por um partido e pelo povo português, não lhe permitiu depois o direito ao exercício da defesa da honra, quebrando e quartando esse direito,” afirma o deputado do CHEGA.
“Os factos que hoje ocorreram nesta casa são de uma tremenda e extraordinária gravidade. Além de o Presidente da Assembleia da República, a segunda figura do Estado português, ter mandado calar um deputado eleito por um partido e pelo povo português, não lhe permitiu depois o direito ao exercício da defesa da honra, quebrando e quartando esse direito,” afirma o deputado do CHEGA.
Também a sociedade civil já resolveu tomar uma posição sobre este assunto, elaborando uma petição pela “Destituição do Presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues, por censura da liberdade de expressão ao Deputado André Ventura”, que pode ser consultada por qualquer pessoa no site da petição pública. Ao fecho desta edição, pouco mais de um dia deste atentado anti-democrático por parte de Ferro Rodrigues, a petição contava já com quase 22 mil assinaturas.
Abel Rodrigues de Castro
14 de Dezembro de 2019
Actualização 14/12/2019 20:12 – Título e texto actualizado com novos números da petição.