Nesta Sexta-feira, 29 de Novembro de 2019, Usman Khan, um homem de 28 anos de origem Paquistanesa, levou a cabo um ataque terrorista na Ponte de Londres.
Usman Khan estava a assistir como convidado a uma conferência sobre reabilitação de condenados que foi organizada pelo programa Learning Together da Universidade de Cambridge que decorria num edifício próximo da Ponte de Londres.
Usman estava armado com duas facas quando começou o ataque. Jack Merrit foi o primeiro a confrontar o atacante e sofreu ferimentos letais, falecendo às mãos do terrorista.
De seguida Usman assassinou Saskia Jones, uma jovem de 23 anos, que era voluntária no projecto de reabilitação.
Um grupo de cidadãos, alguns dos quais ex-prisioneiros, tentaram parar o ataque e conseguiram que Usman se afastasse da área de conferência, quando os gritos do confronto chegaram à cave, onde um chef polaco chamado Lucasz arrancou da parede uma presa de narval e juntou-se à luta, onde terá sofrido cinco facadas do seu lado esquerdo, segundo testemunhas apesar dos ferimentos Lucasz não abrandou nem por um segundo.
Eventualmente, Usman foge para a rua, onde é perseguido por Lucasz que grita para as pessoas afastarem-se, mas isso não acontece e um grupo de cidadãos perseguem o terrorista até à Ponte de Londres.
Um desses cidadãos foi o ex-prisioneiro James Ford, que foi condenado a prisão perpétua em Abril de 2004 pelo assassinato de Amanda Champion, uma mulher de 21 anos.
O grupo de cidadãos consegue imobilizar Usman Khan até à chegada da policia.
Quando a polícia chega, Usman mostra um colete explosivo, que agora sabe-se que era falso.
Com polícias armados no local, Khan estava cercado. Um polícia foi ouvido a gritar: “Ele tem uma bomba! “
O ataque terminou quando os polícias abriram fogo.
Usman Khan era um ex-prisioneiro que foi preso por terrorismo em 2012 por ter planeado um atentado à bolsa de Londres e foi condenado a uma pena de 16 anos em 2013.
Na prisão, Khan chegou a escrever uma carta de desradicalização e pediu ao seu advogado para ser inserido num programa que o ajudasse a ser um bom muçulmano e um bom cidadão britânico.
Usman foi inserido no programa Learning Together, no qual ele foi considerado um exemplo de reabilitação para todos os prisioneiros. Khan até chegou a enviar um agradecimento e um poema à organização pela ajuda que lhe deram.
O seu envolvimento no programa pode ter contribuído para sair da prisão quando ainda não tinha completado 7 anos de uma pena de 16.
Usman Khan foi libertado da prisão e posto em prisão domiciliária com pulseira electrónica, mas usou a sua ligação ao projecto de reabilitação de modo a obter permissão para viajar a Londres e assistir à conferência deste mesmo.
A sua ligação ao Learning Together não o impediu de matar duas das pessoas que o tentavam ajudar a ter uma melhor reabilitação.
03 de Novembro de 2019
Fontes: